Pele madura

Flacidez facial e menopausa: por que a pele muda e como cuidar

O que a menopausa muda na pele, por que a flacidez acelera depois dos 40 e como montar um cuidado possível, com tecnologia e rotina em casa.

Patricia Michelon sentada na maca da sala de atendimento, de blazer branco.

"Sinto que a minha pele não parece mais minha." É uma das frases que eu mais ouço no consultório, e ela costuma vir de mulheres entre os 45 e os 60 anos. Não é impressão: a pele realmente muda nessa fase, e entender o porquê ajuda a cuidar melhor.

O que a menopausa muda na pele

O estrogênio participa da produção de colágeno, da hidratação e da espessura da pele. Quando ele cai, várias coisas acontecem ao mesmo tempo:

  • Menos colágeno: estudos clássicos sobre o tema apontam perda de cerca de 30% do colágeno da pele nos primeiros cinco anos após a menopausa;
  • Pele mais seca e fina: a pele segura menos água e fica mais sensível;
  • Menos viço: a renovação das células fica mais lenta, e a pele perde luz;
  • Contorno menos definido: a flacidez aparece mais no terço inferior do rosto, na papada e no pescoço.

É por isso que muitas pacientes dizem que a pele mudou "de repente". Não foi de repente, mas a velocidade aumentou.

Por que eu começo pela pele, e não pelo aparelho

Uma pele madura costuma estar mais seca e sensível. Se a barreira cutânea está fragilizada, qualquer tratamento rende menos e incomoda mais. Por isso, em muitas pacientes, o primeiro passo é recuperar a barreira cutânea, que devolve a proteção da pele antes de partir para a tecnologia.

Fiz o curso MenoAge, voltado à estética na menopausa, justamente porque esse é um público que eu atendo muito, e ele pede uma abordagem diferente da pele de 25 anos.

Tecnologia para flacidez: o que costuma entrar

Quando a pele está pronta, o Ultraformer MPT é uma das ferramentas que mais uso. Ele estimula o colágeno que o próprio corpo produz, em diferentes profundidades, sem cortes e sem agulhas. Na clínica eu planejo o rosto inteiro: papada, contorno e firmeza juntos.

Outras opções, como o microagulhamento, ajudam na textura e no viço. Qual combinação faz sentido depende da sua pele, e isso só se define olhando de perto.

O que você faz em casa pesa tanto quanto a sessão

Você passa uma hora comigo e o resto do mês em casa. Por isso todo protocolo da clínica inclui uma curadoria de cuidados para casa, com os ativos certos, na ordem certa e um guia de uso. Os básicos que não negocio:

  • Protetor solar todos os dias, inclusive no inverno gaúcho;
  • Hidratação adequada à pele madura, que costuma pedir mais;
  • Sono e rotina, que aparecem na pele mais do que a gente gostaria.

Expectativa realista

Nenhum tratamento para o tempo. O que dá para fazer é cuidar da qualidade da pele, da firmeza e do viço, no ritmo que ela responde. Eu prefiro mostrar na avaliação o que é realista para a sua pele do que prometer números prontos.

Dúvidas frequentes

A menopausa causa flacidez?

A queda de estrogênio reduz a produção de colágeno e a hidratação da pele, o que acelera a flacidez. Não é a única causa, mas pesa bastante.

Qual tratamento é indicado para flacidez facial?

Depende da pele. O ultrassom microfocado é uma das opções mais usadas, mas às vezes o primeiro passo é recuperar a barreira da pele. A avaliação define.

Ainda vale a pena começar depois dos 50?

Sim. Não existe idade certa para começar a cuidar da pele. O plano é que muda conforme a fase.

Patricia Michelon é fisioterapeuta dermatofuncional (CREFITO-5 142783-F), membro do Instituto João Tassinary e atende na Clínica Patricia Michelon, em Porto Alegre.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação individual. A indicação de qualquer procedimento depende da avaliação presencial.