Ultraformer MPT

Ultraformer MPT em Porto Alegre: como funciona, para quem é e o que esperar

Como o Ultraformer MPT estimula colágeno para flacidez, papada e contorno, se dói, quantas sessões são feitas e quem não deve fazer. Clínica no Mont Serrat.

Patricia Michelon segura a ponteira do Ultraformer MPT na sala de atendimento da clínica, em Porto Alegre.

O Ultraformer é uma das perguntas que mais recebo aqui na clínica, e desde 2026 trabalho com a versão mais recente do equipamento, o Ultraformer MPT. Neste artigo eu explico o que ele faz na pele, para quem costuma ser indicado, como é a sessão e o que é realista esperar.

O que é o Ultraformer MPT

O Ultraformer é um aparelho de ultrassom microfocado (conhecido também pela sigla HIFU, do inglês high intensity focused ultrasound). Em vez de aquecer a pele por inteiro, ele concentra a energia em pequenos pontos, em profundidades específicas, sem atingir a superfície.

Esses pontos de calor controlado funcionam como um estímulo: o próprio corpo responde produzindo colágeno novo e reorganizando as fibras que já existem. É por isso que eu sempre digo que o Ultraformer não "coloca" nada na pele. Ele estimula a pele a fazer o trabalho dela.

Uma característica importante é a profundidade. O equipamento tem ponteiras que alcançam camadas diferentes, das mais superficiais da pele até a camada de sustentação mais profunda do rosto. Na avaliação eu escolho quais camadas tratar em cada região.

Para quem o Ultraformer costuma ser indicado

As queixas que mais chegam para mim e que costumam ter indicação de ultrassom microfocado são:

  • Flacidez facial, aquela sensação de que a pele está "derretendo" com o tempo;
  • Papada e perda de definição do contorno da mandíbula;
  • Pescoço com a pele mais frouxa;
  • Regiões do corpo com flacidez, como abdômen e parte interna das coxas.

Atendo principalmente mulheres que sentem a pele mudar depois dos 40 e na menopausa, fase em que a produção de colágeno cai bastante. Escrevi sobre isso com mais detalhes no artigo sobre flacidez facial e menopausa.

Quem não deve fazer, ou precisa esperar

Algumas situações pedem cuidado ou contraindicam o procedimento. Entre elas: gestação, feridas, infecção ou inflamação ativa na área, marca-passo e implantes metálicos na região tratada. Também converso sobre medicações, procedimentos recentes e doenças de pele. É uma das razões pelas quais eu não faço Ultraformer sem avaliação presencial antes.

Como é a sessão

A sessão começa com a pele limpa e a marcação das regiões. Depois eu aplico um gel e passo a ponteira por áreas, seguindo o planejamento feito na avaliação. A duração depende de quantas regiões são tratadas.

Dói?

Essa pergunta apareceu várias vezes nos comentários do Instagram, então vale responder com honestidade: a sensação varia de pessoa para pessoa. Tem quem sinta só um calor, tem quem sinta um desconforto leve em alguns pontos, principalmente onde o osso fica mais perto da pele. Eu ajusto os parâmetros e vou conversando com você durante toda a sessão.

E depois?

Não há cortes nem agulhas, então você volta à rotina no mesmo dia. Algumas pacientes ficam com a pele levemente avermelhada ou sensível ao toque por pouco tempo. Eu passo os cuidados por escrito, e o principal deles é o mais simples: protetor solar e hidratação todos os dias.

Quantas sessões e em quanto tempo aparece

O colágeno novo é formado aos poucos, nas semanas seguintes à sessão. Por isso a mudança é gradual, no tempo da sua pele, e eu prefiro não trabalhar com prazos prontos.

Em geral, o plano tem até três sessões com intervalo de 30 dias, mas o número certo depende da área, da sua pele e do objetivo. Não trabalho com pacote igual para todo mundo.

A flacidez volta?

Uma paciente perguntou isso nos comentários e é uma ótima pergunta. O envelhecimento continua acontecendo, então nenhum tratamento para o tempo. O que se sustenta depende de idade, genética, sol, sono e da rotina de cuidados em casa. Eu costumo dizer que o dia a dia decide mais do que a sessão. Por isso todo protocolo da clínica inclui cuidados prescritos para casa e um plano de manutenção conversado com você.

Ultraformer MPT ou Scizer?

Os dois usam ultrassom focado, mas têm objetivos diferentes. O Ultraformer MPT é usado principalmente para flacidez, papada e contorno. O Scizer é um ultrassom macrofocado voltado à gordura localizada do corpo. Muitas vezes eles se complementam, e é a avaliação que define.

O rosto como um todo

Na clínica, o Ultraformer MPT entra num plano que olha o rosto todo: papada, contorno e firmeza em conjunto, em vez de tratar cada ponto separado. O plano inclui a curadoria de cuidados para casa, com guia de uso, para o cuidado continuar entre as sessões.

Se a sua pele estiver sensibilizada, às vezes o primeiro passo é outro: recuperar a barreira cutânea antes de partir para a tecnologia.

Dúvidas frequentes

O Ultraformer MPT dói?

A sensação varia de pessoa para pessoa. A maioria sente calor ou um desconforto leve em alguns pontos, e os parâmetros são ajustados durante a sessão.

Quantas sessões de Ultraformer são necessárias?

Depende da área e do objetivo. Costumam ser até três sessões com intervalo de 30 dias, e o plano exato é definido na avaliação.

Preciso me afastar da rotina depois do Ultraformer?

Não. Não há cortes nem agulhas, e a paciente volta ao dia a dia normalmente.

Quando aparece a mudança?

O colágeno é estimulado aos poucos, então a mudança acontece ao longo das semanas seguintes à sessão, no tempo de cada pele.

Patricia Michelon é fisioterapeuta dermatofuncional (CREFITO-5 142783-F), membro do Instituto João Tassinary e atende na Clínica Patricia Michelon, em Porto Alegre.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação individual. A indicação de qualquer procedimento depende da avaliação presencial.